Oi, gente!
Vocês lembram de segunda-feira quando eu fiz um post com o arco-íris que apareceu aqui em Jaú no domingo? Então… eu estava seguindo até um sorveteiro que não conhecia. Eu só sabia que era um “tiozinho” que tinha uma máquina de sorvete naquela rua.
Foi fácil achar. Foi só olhar pro lado esquerdo da rua e ver alguns carros e várias pessoas sentadas num banco na calçada com um sorvete na mão. Ah, e é claro, a máquina em frente ao portão de uma casa.
Desci do carro e já fui fazer amizade com o “tiozinho”. Quase uma entrevista, né… afinal, fiz faculdade de Jornalismo pra quê?!? Hahahahaha :-p
Foi mais ou menos assim:
Eu: – Oi, boa tarde! Tudo bem?
Ele: – Tudo bom!
Eu: – Eu nunca experimentei, mas ouvi falar muito do sorvete do senhor. Qual é seu nome?
Ele: - Brás.
Eu (que num intindi direito e queria confirmar): – Braz?
Ele: – “Seu” Braz. O pessoal me chama de Seu Braz.
Hahahahahaha ADOREI!!! A partir daí fiquei íntima do Seu Braz. :-)
Olha que simpático ele é:

Ele também ficou de cara que eu não conhecia o sorvete dele. Aí eu expliquei, né, que não cresci em Jaú (eu morava em Santo André) e como não tive infância aqui, não o conhecia mesmo.
Ele contou que já faz esses sorvetes há 40 anos, a maior parte deles naquele lugar (não perguntei, mas deve ser a casa dele). Seu Braz explicou também como é o processo de produção do sorvete e disse que a máquina é importada e não acha mais pra vender (relíquia!). Aliás, é sorvete americano, viu!
Eu degustei um de abacaxi. Queria o de limão, mas tinha acabado o xarope. Super solícito, Seu Braz perguntou quando eu queria tomar o de limão que ele ia fazer o xarope. Combinei de ir lá de novo domingo! :-)
E falando do sorvete em si… é um negócio diferente. Não consigo comparar com qualquer outro sorvete. Ele é bem leve e a textura é mais como a de uma mousse do que de sorvete “normal”. Não sei se dá pra perceber isso nessa foto da versão morango…

Enquanto eu degustava o meu sorvetinho, fiquei conversando com o Seu Braz e vendo os clientes que chegavam. Tinha alguns casais, de diversas idades, mas o que eu achei mais legal foi quando eu já estava indo embora.
Chegou um carro com um casal e um menino de uns 8-10 anos. O pai e o menino desceram e a mãe ficou no carro. E o menino já tinha chegado decidido: ele queria um de morango. Aí eu resolvi puxar uma prosa com ele também (jornalismo investigativo, ué!) pra saber se ele gostava do sorvete, qual era o sabor preferido, etc, etc, etc. (Ah! Acredito também que o best-seller é morango! Mas o meu abacaxi tava delicioso!)
O que deu pra perceber, no fim, é que o sorvete do Seu Braz é uma coisa que está passando de pai pra filho (o pai é “cliente” do Seu Brás há bastante tempo, desde quando criança, e agora leva o filho).
Vida longa ao Seu Braz! Que ele continue com seu sorvete americano por mais 40 anos!
Quer degustar também? Vai lá!
Sorvete do “Seu” Braz:
Rua Capitão José Ribeiro, não vi o número (fui lá ver, é 399), Jardim Regina (para facilitar, é a rua do SENAI… um pouco pra cima do SENAI, do lado esquerdo da rua – super fácil achar!)
Beijão e até o próximo!